domingo, 15 de fevereiro de 2009

O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração


Hoje venho falar de um dos anjos da minha vida, acredito em anjos sim, pessoas que amo para mim são anjos! Eu tinha a necessidade de falar desse meu anjinho que infelizmente está perdido, num caminho errado com pessoas erradas. É uma das pessoas mais doces que eu conheço, apesar de seu exterior reagir a sua doçura. Me tocou profundamente, é raro uma pessoa mexer tanto comigo como esse meu anjo, tenho tantas saudades que já não cabe aqui dentro, como diz a poesia de Drummond; sinto falta das nossas falas camaradas, vozes modulando sílabas conhecidas e banais que eram sempre certeza e segurança.
Tínhamos tantas liberdades, um se intrometia na vida do outro, trocávamos "elogios" rsrsrs
A pessoa mais talentosa, com um coração enorme e dona do sorriso mais lindo do mundo infelizmente se afundando, mas eu ainda acredito na vida, ele está presente em quase todas a minhas orações, Deus conhece esse coração enorme que você tem e vai sempre te proteger.
Mesmo que você pareça se esquecer de mim, não me importo, o que importa é que eu nunca vou me esquecer do meu grande amigo e acima de tudo meu irmão que é como te considero até hoje!
As pessoas para mim são únicas e insubstituíveis!
É apenas um desabafo é o modo que tenho para aliviar essa falta!

E pra não perder o costume, adoro relacionar minha vida com algumas músicas/poesias.
Aí vai uma música do meu grande Chico sim é o Buarque.
Essa é uma das música mais bonitas e mais tristes que eu conheço... claro que tem a questão da ditadura, mas acho que além disso me vem como é a nossa vida: uma hora tá tudo bem e de repente algo acontece e fica tudo ruim pra novamente as coisas ficarem bem e assim por diante como uma roda...
Nela é retratado um problema muito presente em nosso cotidiano, o das substituições, da "descartabilidade" das pessoas e coisas. Acho que é disso também que a musica trata. "Mas eis que chega roda-viva carrega o destino pra lá." As pessoas e coisas são altamente substituíveis em nossa sociedade, eis os milhares de reality shows que comprovam essa "descartabilidade".

Roda viva
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá


Um comentário:

Anônimo disse...

Essa música tá meio hippie, acho que ela combina com o dia de hoje, início da era de aquário: "age of aquarius, age of aquariuuuusss!" (vide musiquinha da Aquarius Fresh)

Também acho que as pessoas são mesmo insubstituíveis! Outras foram chegando e me deixando feliz, mas as que conheci não suplantam o número daquelas que existem no cemitério do meu coração (nooooooooooooooosssa, como eu tô romântica!!! uhasuaush)

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